quinta-feira , 18 janeiro 2018
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18/01/2018
Pedro Taques defende Hidrovia
Por: André Garcia Santana

Taques critica Governo Federal

e defende investimentos

em logística como saída para a crise

Pedro-Taques Hidrovia

Em São Paulo, Pedro Taques discursa em defesa de implantação de Hidrovia

Em evento que marcou a retomada da navegabilidade da hidrovia Tietê-Paraná, nesta quarta feira, 27, o governador de Mato Grosso, Pedro Taques, defendeu investimentos no setor e cobrou do Governo Federal ações para diminuir os gargalos da logística.  A via é um dos principais meios de acesso da produção do Estado ao Porto de Santos, no litoral Paulista. Além dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do Paraná, Beto Richa; a vice-governadora de Mato Grosso do Sul, Rose Modesto; o deputado federal Nilson Leitão e o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, também estiveram presentes no acontecimento, em Buritama-SP.

Para Taques, investimentos em logística são importantes para aquecer a economia em momentos de crise econômica, aproveitando para criticar o Governo e cobrar mais investimentos que ajudem a diminuir os gargalos da logística. “Dizem que na crise não é o mais forte que sobrevive, mas é aquele que tem a maior capacidade de se adaptar à realidade e o governador Geraldo Alckmin, com a sua competência, está dando exemplo para a incompetência do Governo Federal que nada faz para resolver os problemas da logística do nosso país.”

A Tietê-Paraná foi interditada em maio de 2014, causando prejuízos de ao menos R$ 1 bilhão às empresas de navegação e tirando os empregos de cerca de 1.600 pessoas, além de afetar o transporte entre os usuários deste tipo de via. Com a retomada da navegação a via passa a transportar seis milhões de toneladas de carga, porém a meta é que até oito milhões de toneladas passem pelo modal.

De acordo com Taques, durante os 20 meses em que o trecho ficou praticamente parado os produtores mato-grossenses tiveram que gastar R$ 105 milhões com outros modais de transporte.  Deste modo, o modal, mais viável tanto do ponto de vista ambiental, quanto do econômico,  deveria receber mais atenção da gestão.

“Eu venho de um estado que fica bem aí ao lado, pertinho. O Brasil produz 202 milhões de toneladas de grãos, Mato Grosso produz 52 milhões de toneladas de grão, 27% de toda a produção vegetal e plumas que o Brasil produz. Agora, não adianta produzirmos se não conseguimos retirar, daí a importância de logística, daí a importância de investirmos nos modais de transporte e não há modal de transporte mais viável que a hidrovia”, comentou.

Alckmin, afirmou que a retomada, que conta com 2,4 km de extensão não é um ganho somente para o estado e para Brasil, mas para a América do Sul, pois os rios Tietê-Paraná também perpassam por Paraguai, Argentina e Uruguai. “Esse modal de transporte integrado a ferrovia, integrado a rodovia é o nosso grande desafio de competitividade e geração de emprego e de renda”.

Segundo o governador de São Paulo, a hidrovia também reduz os custos de aproximadamente 25% dos gastos com transporte. Enquanto o transporte via terrestre custa por volta de R$ 130 por tonelada, com a hidrovia o valor cai para R$ 100. “Se o caminhão transporta 30 toneladas cada comboio tira 200 caminhões das estradas e nós deveremos reduzir 100 mil viagens de caminhão das rodovias este ano”.

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