segunda-feira , 18 dezembro 2017
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18/12/2017
PT veta coligação com PMDB e apoiadores do impeachment
Resolução impede coligar com "qualquer um"
Por: Jacques Gosch
reunião pt

PT decide não fazer aliança com candidatos que votaram ou apoiaram impeachment de Dilma

O Diretório PT de Mato Grosso, que se reuniu no último final de semana para debater as eleições municipais, decidiu não fazer aliança com candidatos que votaram ou apoiaram publicamente impeachment de Dilma Rousseff (PT). Além disso, os petistas decidiram que não farão coligações com o PMDB do presidente da República interino Michel Temer nem com PSDB, DEM, Solidariedade e PPS. “Quaisquer alianças fora deste critério só poderão ser realizadas com autorização da Executiva Estadual, recebendo tratamento específico caso a caso”, diz trecho da Resolução aprovada pela militância. 

A Resolução do PT ainda indica como arco de aliança preferencial o PCdoB e o PDT. As duas siglas se posicionaram contra o impeachment de Dilma no Congresso Nacional.

Com a Resolução, o PT rompe a aliança histórica com o PMDB em Mato Grosso. Nas eleições municipais de 2012, o PT disputou a Prefeitura de Cuiabá com Lúdio Cabral encabeçando a chapa majoritária com o peemedebista Francisco Faiad como vice e foi derrotado em segundo turno após iniciar o processo eleitoral com apenas 1 dígito nas pesquisas de intenção de voto. 

 Em 2010, o PT apoiou a candidatura de Silval Barbosa (PMDB) ao Governo do Estado.  A vitória do peemedebista  garantiu à sigla o comando da secretaria estadual de Educação (Seduc) com Ságuas Moraes e Rosa Neide Sandes. 

Ainda em aliança com o PMDB, o PT disputou o governo do estado em 2014. Lúdio foi o candidato a governador e os peemedebistas indicaram a vice Teté Bezerra. Naquele ano, a chapa acabou derrotada em 1º turno. 

O presidente estadual do PT, Willian Sampaio, afirmou que a sigla decidiu não fazer alianças com os inimigos das forças democráticas e populares em âmbito nacional. “O impeachment da presidente Dilma delimitou nosso arco de alianças. O PT não se juntará aos golpistas no processo eleitoral”, declarou. 

 Já Ságuas Moraes, eleito deputado federal em 2014, destacou a necessidade dos candidatos a prefeito   e vereador  pelo PT denunciarem nas campanhas o que chamam de golpe em curso no Brasil.  “Precisamos mobilizar a sociedade para barrar as propostas neoliberais do governo ilegítimo de Michel Temer”, ressaltou.

 Os petistas também aprovaram restrições para alianças com candidatos que saíram do PT para outras legendas. Neste caso, coligações também dependem de autorização da Executiva Estadual. 

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