segunda-feira , 22 janeiro 2018
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22/01/2018
SAÚDE

 

CONTRA

Vice-líder do governo critica

consórcios e defende

criação de empresa pública

para gerir saúde em MT

“A Empresa Pública de Saúde Mato-grossense seria única, para gerir todas as unidades de saúde estaduais."

“A Empresa Pública de Saúde Mato-grossense seria única, para gerir todas as unidades de saúde estaduais.”

Laíse Lucatelli

O deputado estadual Leonardo Albuquerque (PDT), que é vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, criticou a opção do governador Pedro Taques (PSDB) pelos consórcios intermunicipais para gerir a saúde em Mato Grosso. Ele acredita que esse modelo permite grande interferência política.

 

“Há muito tempo eu já tinha falado para o governador sobre isso, que eu sou contra o consórcio. Foi inovador em Mato Grosso no passado, mas é repetir um modelo que não deu certo. Na época não ouviram, e começaram a investir nos consórcios. O governo está, mais uma vez, tentando consórcios. Eu acho que não vai dar certo, porque tem interferência política demais. O consórcio já não deu certo em Mato Grosso no passado e ficam insistindo”, declarou Leonardo.

 

Na avaliação do parlamentar, que é médico e já atuou no Hospital Regional de Cáceres, uma empresa pública é a melhor saída para resolver o caos deixado pelo rompimento do contrato com Organizações Sociais de Saúde (OSS) em alguns hospitais estaduais e a intervenção do Estado. O principal seria a reacomodação dos profissionais contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O modelo de empresa pública já é adotado em Cuiabá, por decisão do prefeito Mauro Mendes (PSB), para gerir o Hospital São Benedito.

 

“A Empresa Pública de Saúde Mato-grossense seria única, para gerir todas as unidades de saúde estaduais. Poderíamos também criar administradores de núcleos regionais, dos hospitais estratégicos. A ideia na época que eu sugeri era assumir os hospitais sob intervenção, com um monte de problemas legais. Essa empresa teria resolvido várias situações, principalmente dos hospitais que estão sob intervenção, a questão dos trabalhadores celetistas”, afirmou.

 

Leonardo não soube informar o custo da empresa pública porque, segundo ele, depende dos serviços que ela iria abarcar. O deputado acredita, porém, que o custo seria inferior ao das OSS. Ele já expôs essa ideia ao novo secretário de Estado de Saúde, Eduardo Bermudez, e disse que a recepção foi boa. Por outro lado, Leonardo destacou que trata-se de uma decisão de governo, e ainda aguarda uma agenda com o governador Pedro Taques para expor as vantagens e desvantagens de cada modelo de gestão.

 

“O Eduardo Bermudez é um cara bom tecnicamente, é médico. Tive uma reunião com ele muito técnica, em que ele expôs tudo o que pensa para a saúde de Mato Grosso, e coloquei também o que eu achava. Falei para ele a questão do consórcio, e ele vê com bons olhos a empresa pública, e concorda que pode ser uma boa metodologia. Com o secretário anterior não havia esse diálogo. Mas a questão da empresa pública é para ser discutida, porque é uma decisão de governo”, concluiu.

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