BALANÇO POSITIVO

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Francis espera crescimento

anual de 10% após ZPE

Apesar das dificuldades, Francis Maris aponta os avanços administrativos em Cáceres durante 2015 - Foto Gilberto Leite
Apesar das dificuldades, Francis Maris aponta os avanços administrativos em Cáceres durante 2015 – Foto Gilberto Leite

O prefeito de Cáceres Francis Maris não viu problemas em administrar o município, em 2015, diante da crise que o país enfrenta. Para ele, o ano serviu para colocar em prática o modelo de gestão que utiliza em suas empresas particulares. “É possível fazer gestão com poucos recursos, administrando bem. Então eu provei isso com tudo que fiz, com as melhorias que implantei. Tanto é que o meu índice de aceitação, de acordo com a última pesquisa, é de 70% e sou o terceiro melhor gestor do Estado”.

Por outro lado, o prefeito reconhece que não foi possível fazer tudo que a cidade necessita. “Porque precisaria de muitos milhões para resolver o problema de Cáceres”, explica e cita setores como o de água, saneamento, asfalto e regularização fundiária como os que carecem de muito investimento.

Para Francis, os efeitos na crise na arrecadação do município foi a principal dificuldade. “Os investidores terminam se afugentando diante dessa instabilidade e com isso a bola de neve vai aumentando. Então, em 2016, estamos nos preparando para ser mais difícil que 2015”, declara. Para tanto, anuncia a contratação de um instituto que deverá realizar um trabalho de consultoria para diminuir as despesas e melhorar as receitas do município.

Em 2015, algumas medidas de contenção já haviam sido aplicadas, entre elas o corte de diárias e de horas extras dos servidores. Neste ano, um dos setores que se apresenta como promissor, na visão do prefeito, é o do IPTU. Francis conta que o valor venal das propriedades está muito baixo e trabalha para corrigir isso. No entanto, revela que a inadimplência é um ponto que precisa de atenção. “Apenas 20% da população tem cultura de pagar o IPTU. Em 2014, mesmo doando um carro, duas motos e mais de 50 prêmios, não aumentou a arrecadação”, comenta.

Nesta linha, uma medida que se mostrou frutífera foi a execução da dívida dos inadimplentes. Francis conta que pela primeira vez, em 237 anos, um imóvel foi a leilão para o pagamento de IPTU. Isso fez com que a parcela de adimplentes subisse para 30%.

ZPE

Outra esperança para Cáceres foi a autorização para a prefeitura pagar os projetos de engenharia que faltavam para dar continuidade a implementação da Zona de Processamento Exportação. “Vamos entregar esses projetos para a Secid para que, em seguida, o governo possa fazer a licitação das obras e aí iniciar a tão sonhada ZPE do Estado de Mato Grosso”.

A primeira parcela é no valor de R$ 90 mil. Após a entrega dos projetos e a revisão da Secid e as correções feitas, mais R$ 110 mil devem ser pagos. Para a construção da ZPE, o prefeito estima um período entre 8 a 12 meses. “Hoje tem várias indústrias de Mato Grosso indo se instalar no Paraguai. Com a ZPE aqui as indústrias poderão se instalar aqui. Isso vai gerar empregos, um aquecimento na economia e esperamos que a partir disso Cáceres volte a crescer a nível de 10% ao ano”.

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