Morte: Irrefutável & Inefável

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Adriano Silva: saudades...!!!
Adriano Silva: saudades…!!!

 

 

[dropcap]A[/dropcap] morte de uma pessoa trata-se de um fenômeno irrefutável, sobretudo inefável. Diante do cadáver quem pode mudar, retroceder o acontecido? Quem pode dar explicações sobre a situação? Tudo que é falado permanece no vazio, numa fundamentação evasiva, de pouco, quase nada, nulo de entendimento.

Entrementes, qual o procedimento para que a morte não aconteça, seja de qual forma, maneira? Se bem que há quem procura a morte, executando o suicídio.

Entre outrossim, a verdade é que a morte é implacável: quando atinge o seu ápice, não tem para ninguém. Chega de mansinho, levemente anunciando, ou brutalmente se destaca, tipo: “tô nem aí” – mal educada, nunca pede licença: que se dane o escolhido.

E a morte escolhe o improvável. Para ela não tem mais, muito menos e sim “todo mundo” é igual, a mesma presa vulnerável. Parece ser difícil até o ponto da sua chegada, da sua investida cruel. Daí, ela se aloja, se acomoda, talvez eminente, brutal, ou, morosa, lenta.

Por mais que se tenha hospital, remédio e oração a Deus, a morte não é vencida. Mata mesmo!

Nesse ponto, brota nos parentes, amigos, afins como um todo, a dor da lágrima que jorra lá do fundo, do âmago, não se sabe de onde vem esse choro que dói muito.

O nome desse sentimento, dessa emoção chama-se tristeza e os olhos veem o quão é dolorido o desaparecimento de um ente querido, de um amigo, de um irmão, de um pai, mãe, ete cetera. A lembrança, a saudade, a mente sempre se manifesta, mostrando o não visto, o que morreu. Dá um aperto danado no peito… a lágrima, a água nos olhos… apenas “sentimento”, nunca “respostas”. Sim, a dor! Essa nunca desaparece!

No mais, então, os dias vão passando, seguindo, registrando milhares de pessoas que morreram, vêm morrendo de inúmeros casos: de acidente de carro (Luiz da Guia), de intolerância, de câncer, de aids, de dengue, infarto, outras doenças… a lista é extensa e tem aumentado por conta do Corona Vírus, o Covid 19.

Desta feita, o cacerense Professor Adriano Silva morreu, está morto. Chega a ser inacreditável. Mas é irrefutável. Não dá para explicar. É inefável, a não ser que existe um vírus que surgiu na China e já matou gente demais, inclusive o ex-Reitor da Unemat. E que mais pessoas podem ter os pulmões atacados, assim, outras tantas pessoas em lágrimas sem condições de fazer alguma coisa plausível.

Contudo, a morte com a sua própria estrutura obriga o Homem a imaginar que existe alguém que inventou todas as coisas e que deve ser entendido. Afinal, os acontecimentos não se dão de outra maneira: se repete desde muito tempo… E nesse caminho um vestígio de que Adriano Silva, entre muitos, vai ser reencontrado por aqueles que o amam. Esse acontecimento Jesus já mostrou depois de três dias. Amém.

 

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