Política

DOIS PROJETOS SE ENFRENTAM: Eleições de 2026 ganham força em MT com disputa direta entre Pivetta e Wellington

DOIS PROJETOS SE ENFRENTAM: Eleições de 2026 ganham força em MT com disputa direta entre Pivetta e Wellington
  • Publisheddezembro 8, 2025

Pivetta avança por fora enquanto o PL fecha com Wellington, mas pressão nos bastidores aumenta

Tabuleiro mexendo: Pivetta amplia alianças e Wellington fortalece posição no PL – Arte: Celso Antunes

A corrida para 2026 em Mato Grosso já está em clima de campanha, mesmo sem anúncios oficiais. O senador Wellington Fagundes segue confirmado como nome do PL para disputar o Governo do Estado, depois que a direção nacional bateu o martelo e reforçou que ele é o escolhido da sigla. Mas, ao mesmo tempo, o vice-governador Otaviano Pivetta acelera articulações, amplia conversas e ganha apoio de vários partidos, criando um cenário de disputa silenciosa que pode mexer com todo o grupo político de direita no estado.

Mesmo com o PL fechado em torno de Wellington, o ambiente interno está longe da calmaria. Há prefeitos, lideranças regionais e até parte da base de parlamentares que mostram simpatia pela candidatura de Pivetta. Essa divisão de expectativas faz com que o partido viva um momento de vigilância constante para evitar desgaste ou ruptura. Já Wellington trabalha para manter o time unido, reforçando sua experiência, sua estrutura política e a história construída com municípios mato-grossenses.

Pivetta, por sua vez, segue construindo uma base forte fora do PL. Já conseguiu atrair sete partidos para perto de seu projeto e segue fazendo movimentações com prefeitos e dirigentes municipais. O objetivo é simples: chegar às convenções do ano que vem com uma frente tão ampla que seja difícil ignorar sua presença no jogo. Esse avanço chamou atenção de lideranças influentes, como o deputado Eduardo Botelho, que sugeriu que Pivetta buscasse diálogo com Jayme Campos para evitar uma divisão dentro do grupo que apoia o governo estadual.

Jayme, inclusive, tem adotado um tom de cautela. Em falas recentes, ele defendeu união e admitiu que gostaria do apoio de Wellington caso venha a disputar o governo — uma fala que abre espaço para vários tipos de interpretação. Isso deixou claro que a disputa interna não está totalmente fechada e que ainda pode haver mudanças, recuos ou alianças que se formam só na boca da convenção.

Nas pesquisas divulgadas recentemente, Wellington aparece em boa posição, mantendo vantagem em cenários variados. Mas Pivetta também aparece competitivo, mostrando que tem espaço para crescer caso siga ampliando o número de partidos e lideranças ao seu redor. Com esse equilíbrio, o peso das articulações políticas passa a valer tanto quanto o desempenho nas pesquisas de opinião.

Hoje o cenário é simples de entender: Wellington tem o partido na mão; Pivetta tem uma rede crescente de apoios fora dele. Se o PL conseguir manter unidade total, Wellington entra forte em 2026. Mas, se continuar o movimento de prefeitos e lideranças que olham para Pivetta, o jogo pode mudar. A grande preocupação de quem acompanha os bastidores é que uma divisão séria entre aliados do atual governo abra espaço para adversários que, até agora, estavam fora do radar.

Por enquanto, o clima é de disputa silenciosa: ninguém quer bater de frente, mas todo mundo sabe que qualquer passo em falso pode mexer em todo o mapa eleitoral do estado. Até as convenções, muito ainda pode mudar.

Jornal O Comunitário News – Da Redação

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Written By
Celso Antunes

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