Disputa pela presidência da Assembleia

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Suposto acordo faz Botelho antecipar

retorno e tirar Adriano Silva da AL

 

 

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O deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), que saiu de licença por 120 dias, em 19 de dezembro passado, e foi substituído pelo ex-reitor da Unemat Adriano Silva (PSB), decidiu retornar as atividades parlamentares na sessão ordinária, desta terça (1º). Com isso, o progressista deixa a Assembleia antes dos quatro meses previstos quando assumiu.

Nos bastidores circula a informação de que Botelho reassumiu em troca do apoio do deputado estadual Leonardo Albuquerque (PDT), na disputa pela presidência da Assembleia. O objetivo do acordo seria tirar Adriano dos holofotes já que ambos disputam a liderança política, em Cáceres.Entretanto, Botelho nega qualquer acordo com Leonardo. Afirma que Adriano estava ciente que deixaria o Parlamento no prazo de dois meses. “Não existe nenhum acordo com o Leonardo. Quando sai de licença deixei avisado que voltaria em 60 dias e não parei de fazer política um dia sequer”, explica em entrevista ao Rdnews.O sonho de Adriano de ficar no Legislativo a partir das licenças dos outros dois parlamentares do PSB também foi por água abaixo. Ocorre que Oscar Bezerra preside a CPI das Obras da Copa, que encerra as atividades somente em maio, enquanto Max Russi está iniciando os trabalhos no comando da CPI do MPE.Meraldo Sá (PSD), que também assumiu em 19 de dezembro na vaga do correliginário Gilmar Fabris, permanece na Assembleia. Além do social-democrata, Jajah Neves (PDT) segue ocupando a cadeira do tucano Saturnino Masson, e Altir Peruzzo (PT) substitui o peemedebista Silvano Amaral.
 
Ao deixar cadeira, Adriano afirma que conseguiu mostrar serviço na AL
 
Após 49 dias como deputado estadual, o ex-reitor da Unemat Adriano Silva (PSB) afirma que o tempo foi curto, mas suficiente para mostrar serviço. A declaração ocorre após o retorno do titular da cadeira Eduardo Botelho (PSB), nesta terça (1º). O socialista havia tirado licença de 120 dias, em 19 de dezembro passado, mas voltou às atividades para se articular à presidência do Parlamento.

Em nota, Adriano ressalta que as 1.176 horas em que esteve no cargo foram precisas para dar passos importantes no sentido de promover o aprofundamento das discussões de grandes temas, como, por exemplo, a retomada das atividades da hidrovia Paraguai-Paraná. Ele ainda presidiu uma comitiva de membros do Movimento Pró-Logística e da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT) em portos localizados em Cáceres, na última sexta (26).

Ressalta que assim que assumiu o mandato no lugar de Botelho, articulou junto aos deputados Wancley Carvalho (PV), Wagner Ramos (PR), Saturnino Masson (PSDB), Leonardo Albuquerque (PDT), e o presidente Guilherme Maluf (PSDB), a criação da Frente Parlamentar de Desenvolvimento da Região Oeste.

“A região ficou esquecida pelas gestões anteriores. Por décadas, amargamos a falta de investimentos públicos neste rincão do nosso imenso Estado. Ainda é preciso lembrar que nos 22 municípios que compõe o Oeste, vivem mais de 300 mil pessoas, ou seja, 10% de toda a população mato-grossense; todos carentes e ansiosos pelas vistas do poder público, por meio da representatividade política. Desta maneira, minha chegada à Assembleia foi considerada um reforço à luta dos interesses comuns”, diz trecho da nota.

O parlamentar ainda destaca que apresentou três indicações e um Projeto de Lei. Um dos requerimentos se refere à criação de uma Base do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) na comunidade rural do Limão, em Cáceres, ao passo que o segundo sobre a doação de uma área que pertence a Empaer para a Unemat, com a finalidade de implantar uma fazenda experimental para atender os alunos do curso de agronomia. Já a terceira indicação visa à instalação de uma Câmara Setorial Temática, pelo período de 180 dias, com o objetivo de debater as questões acerca da implantação da hidrovia Paraguai-Paraná.

“Gostaria de poder fazer ainda mais por Mato Grosso. Mas, o trabalho ainda não terminou. Dentro de três meses estarei de volta para colocar em pauta os pleitos da região Oeste junto ao Governo. Saio de cabeça erguida, com a sensação de dever cumprido, ao dizer um ‘até breve”, conclui. (Com Assessoria)

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