Filme mato-grossense relata impactos da pandemia sob a ótica da arte

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Lançamento do filme ANGELUS NOVUS ANUNCIA NA BOCA DA NOITE A DERROCADA DO ANTICRISTO. Dia 16 de abril, às 18h30, Cine Xin – Ingresso Social: 2 kg de alimento não perecível

Está confirmada, para a cidade de Cáceres-MT, no dia 16 de abril , às 18.30, no Cine Xin, a estreia do curta metragem: Ângelus Novus Anuncia na Boca da Noite a Derrocada do Anticristo. O ingresso será dois quilos de alimentos não perecíveis. Por meio da ficção, o diretor e roteirista Luiz Borges faz um registro de um tempo permeado pela morte e a luta pela vida em meio à rigorosos protocolos sanitários de combate à pandemia da Covid 19.

Com duração de 18 minutos, o filme é permeado por uma tensão psicológica, onde seus personagens transitam por um universo trágico que os compelem a resistir. Três núcleos dramáticos abordam importantes temas decorrente dos impactos da pandemia, tais como o aumento da violência doméstica, o abandono da infância, o suicídio, o negacionismo e a mercantilização da fé. “A realização deste filme em meio a tamanha dor é um “prazeroso reencontro com o público num dos momentos mais desafiadores e trágicos dos últimos anos. Fazer cinema neste momento é também uma resistência e uma celebração a vida”, destacou o diretor do filme, Luiz Borges.

O filme é também uma possibilidade de discutir a contemporaneidade do pensamento do filósofo alemão Walter Benjamim, de sua ética e de seu posicionamento político. “ O que nos conclama para não esquecermos o passado para ele nunca mais se repita”, reforçou o diretor.

Por dentro da história

No primeiro núcleo, Mauro (Julho Carcará), é um palhaço idoso, tem uma relação homoafetiva recém interrompida. Mauro foi obrigado a fixar residência e viver solitariamente no Edifício Ângelus Novus, o Palácio do Comércio. Mauro vive com seu cachorro Puxa Puxa, devido ao fechamento do circo por conta do lockdown. Imerso em suas memórias, seu único contato com o mundo é através do celular com sua filha Maria, uma mulher trans, enfermeira, portadora e bipolaridade, que trabalha na linha de frente no combate à pandemia, num hospital do interior do Estado.

No segundo núcleo, em virtude do fechamento de seu salão de beleza, Ana (Maria Clara Bertúlio), uma jovem mulher negra, é obrigada a voltar a morar no apartamento de sua mãe no edifício Ângelus Novus com sua pequena filha Bela (estreando Ivy Caroline Felix). Sua mãe Francisca (Bia Corrêa) é uma professora aposentada que sofre de diabetes. João (Péricles Anarkos), seu marido, aguardada perícia do INSS para sua aposentadoria por invalidez. Desempregado se entrega ao consumo abusivo de álcool. O casal vive uma relação tensa com crescentes episódios de violência.

No último núcleo Messias (Caio Matoso), gerente de um frigorífico e sua esposa Dolores (Maria Bardan), vivem com seu filho Amorésio (Caio Ribeiro), estudante universitário e ativista. As diferenças ideológicas invadem a relação dessa família. Num dia, Messias esconde a informação de sua família, e dos fiéis da igreja onde também é pastor, de que ele está contaminado pelo vírus da Covid 10. Messias nega a existência da pandemia, porém explora e lucra com o desejo de proteção e cura dos seus discípulos. Em um culto Messias revela sua verdadeira face.

Produção

A equipe de arte do filme ficou sob a competência de Júlio Tavares, figurino Jane Klitzke e make up Deia Okamura; na direção de som Yuri Kopcak; a trilha sonora original músico Danilo Bareiro deu embalo e ritmos a montagem fragmentada de imagem e som realizada pelas mãos de André Luís da Cunha, também diretor de fotografia do filme, e Micael Guimarães. Os demais 35 membros da equipe são genuinamente profissionais de Mato Grosso. A produção executiva é assinada por Daniele Borges e na direção de produção Paula Dias.

O filme foi realizado através do edital da Lei Aldir Blanc, Governo de Mato Grosso, via Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer (Secel-MT) e em parceria com o Governo Federal, via Secretaria Nacional de Cultura do Ministério do Turismo.

Teve como importantes patrocinadores culturais o Instituto de Geografia, História e Documentação da Universidade Federal de Mato Groso, a Assembleia Social da Assembleia Legislativa do Estado, o Teatro Zulmira Canavarros e a Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá. Como importantes apoiadores culturais teve a Prefeitura Municipal de Chapada dos Guimarães/Secretária de Cultura, Turismo e Meio Ambiente, as pousadas Vento Sul, do Didi, Bom Jardim, Hotel Turismo, a Latitude Filmes e Equipamento, Fazer Bem e Casa Aldeia.

Sobre o Diretor

Luiz Borges é cuiabano e tem grande contribuição à cultura mato-grossense. Doutor pela Universidade Brasília, pesquisador, escritor e cineasta, também assina as 20 edições do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, um projeto idealizado por ele na década de 1990.

Além de já ter atuado como produtor de filmes dos cineastas de Mato Grosso, Bruno Bini e Glória Albuês – em Baseados em Fatos Reais e Nó de Rosas, respectivamente -, teve importante contribuição também, na produção dos longas-metragens Mario, de Hermano Pena e Latitude Zero, de Toni Venturi.

Ele também é roteirista e diretor do curta-metragem A Cilada com os Cinco Morenos, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Filme no 4º Brazilian Filme Festival of Miami, em 2001. Borges é servidor da UFMT lotado no Núcleo de Documentação e Informação em Histórica Regional (NDIHR).

Contato:

Luiz Borges

WhatsApp: (65) 98417 76 02

E-mail: borgesluizcine@gmail.com

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