Discussão em torno da hidrovia “Paraguai-Paraná”

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Aprosoja estudará a reativação

do porto de Cáceres

Porto antigo de Cáceres
Porto antigo de Cáceres

                Uma polêmica que começa em Cáceres e termina em Nueva Palmira, no Uruguai. Às margens, alguns setores que preferem não molhar os pés nas águas plácidas do rio Paraguai. Pouco mais a frente, nas curvas sinuosas do debate, interesses não só antagônicos, mas também convergentes, se escondem. Deixar que ele flua na mesma direção é o desafio que o deputado estadual Adriano Silva (PSB) decidiu encarar. O convite para mergulhar no bojo dessa discussão em torno da hidrovia “Paraguai-Paraná” foi lançado ao presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Endrigo Dalcin.

                O parlamentar acredita que o projeto contempla o bloco econômico Mercosul, visto que as águas do rio unem cinco nações – Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina. “Mato Grosso é, atualmente, o maior produtor de grãos do país. A previsão é de que consigamos colher cerca de 29 milhões de toneladas de soja na safra 2015/2016. Também possuímos o maior rebanho bovino do país, com mais de 29 milhões de cabeças de gado. Mas de que adianta sermos o celeiro do mundo e, ao mesmo tempo, não conseguirmos ofertar nossos produtos a um preço competitivo no mercado internacional?”, considerou Adriano. 

                Diante das potencialidades submersas por uma ação judicial que em 2002 determinou o aprofundamento dos estudos de impactos ambientais, restou a pulverização das discussões. Pensando nisso, o deputado quer unificar o debate, com o objetivo de alinhar as diferentes visões num único sentido; o do desenvolvimento econômico, social e ambiental de maneira sustentável.

                “Existe um porto antigo, que foi desativado há cerca de cinco anos e que está sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes, o DNIT. Com a ideia de avaliar a possibilidade de reativá-lo, convidei o Senhor Endrigo – que sabe da importância desse projeto e que prontamente aceitou -, para realizarmos uma vistoria técnica no local, ainda na primeira quinzena de fevereiro”.

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