MÃES REVOLTADAS: Escolas “Marechal Rondon” e “Santa Catarina” serão desativadas, em Cáceres/MT

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Em épocas passadas de campanha eleitoral, “a promessa de que não aconteceria isso”, disse uma das mães.

Mães de Alunos da Escola “Marechal Rondon” estiveram no Gabinete da Prefeitura de Cáceres, mas, segundo elas: “Não fomos atendidas” – Arquivo

Por Celso Antunes DRT 2074/MT

Essa intenção vem se arrastando há mais de 10 anos, até que nesses dias veio à tona com força total. A resistência dos pais e mães, sendo minada, enfraquecida com o passar dos anos. Desde quando foi comentado, ou seja: o assunto vazado, as comunidades passaram a viver em descontentamentos, assim, recusavam e recusam a ideia de verem seus filhos longe de suas casas.

Na região do Sapiquá, fronteira com a Bolívia, tem uma escola até bem estruturada, bonita, com quadra de esportes coberta, enfim, com a sua devida qualidade. Na época se falava que era apenas para os alunos do Ensino Médio, extensão que funcionava nas escolas municipais. Porém, muitos alunos do ensino fundamental foram remanejados, ficando apenas os das séries iniciais. Essa escola foi construída pelo Governo Estadual, hoje Escola Estadual “12 de Outubro”.

Segundo a líder Jociane Rocha da Silva, mãe de estudante na “Marechal Rondon, todo esse problema explodiu na data de 27 de junho, em reunião realizada. A Direção da Escola “Nossa Senhora Aparecida”, Professora Márcia Novake, responsável pelo Núcleo Escolar, comunicou que os 29 alunos da Escola “Marechal Rondon” seriam remanejados, ficando assim a escola desativada, fechada. Foi fogo no estopim. As mães se revoltaram aos gritos, exigindo registro em Ata, vez que não receberam documento algum sobre essa intenção. Ali no Sapiquá tem a Escola Estadual “12 de Outubro” e, também, a Escola Municipal “Nossa Senhora Aparecida”, que está querendo centralizar “tudo”, segundo informação das “Mães Revoltadas”, que elas mesmas intitularam.

Ata de Reunião – Foto: Celso Antunes

O assunto é super sensível, vez que a contabilidade das escolas se dá pela quantidade de alunos. As escolas do entorno perderam seus alunos para a “12 de Outubro”, ficando somente com as séries iniciais, que já são poucos os alunos. Agora, a “Nossa Senhora Aparecida” quer os alunos das Séries Iniciais, porque corre o risco de ser desativada, por número de alunos e por ser vizinha da “12 de Outubro”, que trabalha com alunos “estadual” e alunos “municipal”, num arranjo administrativo. E as mães não querem que seus filhos, suas crianças vão para longe. Está aí o problema, que vai ser resolvido no Ministério Público, que pode dar causa ganha às mães por uma série de alegações bem fundamentadas, em Lei.

Por outro lado, também há a possibilidade do Município assumir a “12 de Outubro”, numa articulação executada aos poucos. Logo, as séries iniciais irão para a Escola Estadual “12 de Outubro”, assim, fechando todas as demais escolas do município na fronteira.

Com isso, a revolta dos pais, das mães aumentam e gera enfraquecimento político. A Gestão Eliene no quesito Educação passa por maus lençois, vejamos, ultimamente por onde toca a mão, gera polêmica, descontentamento. É público e notório que algo não está bem. Muito óbvio. Por esses dias vai enfrentar o Ministério Público em razão dessas mães, que informaram, que irão até o fim em busca de seus direitos.

Esse problema de remanejamento de alunos e desativação de escolas já chegaram aos ouvidos dos Vereadores. O Presidente da Câmara – Professor Domingos – garantiu visita à Comunidade da Corixa, Sapiquá e Limão. Como também o Vereador Flávio Negação que prometeu reunião com a presença da Prefeita Eliene.

Foto: Celso Antunes

A Vereadora Mazéh foi a escolhida pelas Mães para assessorar na questão. Mesmo porque a Vereadora é Presidente da Comissão de Educação do Legislativo.

Por fim, esse caso promete tomar corpo, vez que as Mães Revoltadas estarão em Cáceres em Movimento, garantiu Jociane Rocha da Silva.

As mães dos alunos da Escola “Marechal Rondon”, localizada na Corixa, fronteira Brasil-Bolívia – procurou a Redação d´O Comunitário, após entrevista na Rádio Difusora, relatando todo o caso. O assunto é amplo, e as mães recusam todas as propostas por inúmeros pontos alegados, que, conforme elas, serão apresentados em Juízo, aliás, no Ministério Público.

Não foi falado com os representantes da Escola “Santa Catarina” porque não tiveram condições de transporte.

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