GUERRA: RÚSSIA vs UCRÂNIA

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A Rússia lançou, quinta-feira, uma operação militar em território ucraniano, atacando várias cidades do norte, sul e leste da Ucrânia. Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, garantiu, esta sexta-feira: “A Ucrânia vai ter um governo novo”. Acompanhe as informações relevantes sobre a guerra que está a assolar a Europa.

INTERNACIONAL JN

Rússia já controla aeródromo Hostomel, perto da capital ucraniana

O Ministério da Defesa da Rússia diz que os militares assumiram o controlo do principal aeródromo de Hostomel perto da capital ucraniana, relata a agência noticiosa russa Interfax. Os militares russos “eliminaram” mais de 200 pessoas das unidades especiais da Ucrânia durante a tomada do aeródromo estratégico.

Disse ainda que as forças tinham bloqueado o acesso a Kyiv a partir do oeste, e que as forças separatistas na Ucrânia oriental tinham atacado posições do exército ucraniano com o apoio do exército russo.

Putin assegura ao Presidente chinês que está disposto a dialogar com Kiev

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse ao seu homólogo chinês, Xi Jinping, que está disposto a realizar “negociações de alto nível” com a Ucrânia, após ter lançado uma operação militar contra aquele país.

Citado pela televisão estatal CCTV, Xi Jinping apelou a que Kiev e Moscovo “resolvam os seus problemas por meio de negociações”.

O líder chinês acrescentou que Pequim “respeita a soberania e a integridade territorial dos Estados”, mas ressalvou que é “importante respeitar as preocupações legítimas de segurança de todos os países envolvidos”.

A diplomacia chinesa tem afirmado que “compreende” as preocupações russas com a segurança, mas também que “respeita a soberania e a integridade territorial de todos os países”.

Novas sanções europeias visam Putin e ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia

A União Europeia prepara-se para congelar os bens do presidente russo Vladimir Putin e do ministro dos Negócios Estrangeiros Sergei Lavrov como parte de uma terceira ronda de sanções contra a Rússia, avança o “Financial Times”.

Os ministros dos negócios estrangeiros dos 27 países da UE estão a planear aprovar o pacote de sanções esta tarde, juntamente com uma série de medidas contra bancos e indústria russos.

No entanto, Putin e Lavrov não vão estar proibidos de viajar, mostrando a vontade da UE de manter em aberto possibilidades diplomáticas.

FIA cancela Grande Prémio da Rússia de Fórmula 1

O Grande Prémio da Rússia, de Fórmula 1, foi cancelado pela Federação Internacional do Automóvel (FIA).

“Esta quinta-feira, a Fórmula 1, a FIA e as equipas estiveram reunidas e discutiram a posição da modalidade e concluíram que é impossível realizar o Grande Prémio da Rússia nestas circunstâncias”, pode ler-se num curto comunicado partilhado pela organização nas redes sociais.

O evento que estava marcado para o fim de semana de 23 e 25 de setembro, já não se vai realizar na cidade russa de Sochi.

Forças Armadas ucranianas distribuem armas pela população

As Forças Armadas da Ucrânia divulgaram nas redes sociais imagens onde se pode ver dezenas de ucranianos a recolherem material bélico. Com capacetes, coletes prova de bala e várias armas de fogo, os civis estão prontos para defenderem o território contra a ameaça russa.

“Aqueles que quiserem defender o seu país há armas nas ruas! O número de pessoas que aderiram ao apelo é superior ao que o inimigo espera!”, pode ler-se na publicação do Twitter.

Todos os homens dos 18 aos 60 anos foram chamados para defender a Ucrânia.

Hungria anuncia que vai receber e proteger refugiados da invasão russa

A Hungria anunciou esta sexta-feira que vai receber e proteger todos os cidadãos ucranianos que estejam a fugir da invasão russa e também os cidadãos de países terceiros que se encontrem legalmente naquele país.

A Hungria, que faz fronteira a oeste com a Ucrânia, assumiu no passado uma posição firme contra todas as formas de imigração e tem-se recusado a aceitar refugiados e requerentes de asilo do Médio Oriente, de África e da Ásia.

EUA receiam que Kiev caia para mãos russas em poucos dias

Os Serviços Secretos norte-americanos temem que Kiev seja tomada pelos russos em poucos dias, avança o canal de televisão norte-americano CNN, citando duas fontes familiarizadas com os desenvolvimentos mais recentes na Ucrânia.

Pelo menos 25 civis morreram em ataques aéreos na Ucrânia

Segundo o gabinete de direitos humanos da ONU, pelo menos 25 civis morreram e 102 ficaram feridos nos “bombardeamentos e ataques aéreos” na Ucrânia.

A porta-voz da ONU admitiu, no entanto, que é provável que este número seja substancialmente superior, uma vez que é difícil contabilizar o número real de vítimas num cenário de guerra.

Tiros ouvidos no centro de Kiev com aproximação das forças russas

As forças russas aproxima-se de Kiev e foram ouvidos tiros no centro da capital ucraniana, noticiou a agência norte-americana Associated Press (AP).

O exército ucraniano admitiu que as tropas russas se estão a aproximar de Kiev de nordeste e de leste, segundo a agência France-Presse (AFP).

“Tendo sido empurrado para trás pelos defensores de Cherniguiv, o inimigo procura contornar a cidade para atacar a capital”, disse o comando das tropas ucranianas na rede social Facebook.

Um conselheiro do Presidente da Ucrânia disse que Volodymyr Zelensky vai continuar na capital para “demonstrar a resiliência do povo ucraniano”, segundo a agência russa TASS.

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia diz que é “preciso libertar a Ucrânia do militarismo e do nazismo”

Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, voltou a reforçar, esta sexta-feira, a necessidade de “desnazificar” a Ucrânia e garantiu que esta operação militar vai libertar o povo ucraniano.

“A Ucrânia vai ter um governo novo que não esteja concentrado no genocídio do povo russo”, disse Sergei numa conferência de imprensa a partir de Moscovo.

O ministro russo acrescentou ainda que: “ninguém está a pensar em atacar o povo ucraniano, só não queremos que neonazis continuem a governar”.

Questionado se era vontade da Rússia derrubar um país democrático, Lavrov disse que não se pode chamar a Ucrânia de um país democrático. Mais uma vez fez um apelo ao povo ucraniano que se renda e que pouse as armas.

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