CORRUPÇÃO MT

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DEU NO “FANTÁSTICO”

Silval, Riva e Eder são

acusados de esquemas

de R$ 640 milhões

Divulgação
Eder Moraes, Silval Barbosa e José Riva, durante visita a VLT em Portugal
Eder Moraes, Silval Barbosa e José Riva, durante visita a VLT em Portugal
Mídia News
O programa Fantástico, da Rede Globo, apresentou neste domingo (22) uma extensa reportagem sobre esquemas de corrupção investigados pelo Ministério Público, em Mato Grosso.

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-deputado José Riva (PSD) e o ex-secretário de Estado Eder Moraes foram acusados de movimentar pelo menos R$ 640 milhões para lesar os cofres do Estado e patrocinar a corrupção, de diversas formas.

O programa usou como base principal investigações feitas por meio da Operação Ararath, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). O esquema se utilizava de factoring de fachada, do empresário Júnior Mendonça, da Amazônia Petróleo, para movimentar um esquema financeiro paralelo no Estado.

Mendonça, que fez delação premiada à Justiça e entregou o esquema, também apareceu na reportagem do Fantástico.

O ex-governador Silval Barbosa e Eder Moraes, durante visita a obras da Copa: destaque nacional
O ex-governador Silval Barbosa e Eder Moraes, durante visita a obras da Copa: destaque nacional

“Minha participação se dava com realizações de alguns empréstimos. Eu era procurado pelo Legislativo, pelo senhor Riva; pelo Executivo, pelo senhor Éder, que representava o governo do estado de Mato Grosso. O Riva ficou me devendo  R$ 5,721 milhões”, disse Júnior Mendonça, ao programa.

Ele também citou o deputado estadual Mauro Savi (PR), que assinou nota promissória em garantia ao empréstimo.

Na reportagem são citados possíveis esquemas em obras da Copa do Pantanal, principalmente no VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que já consumiu R$ 1 bilhão; e com gráficas, por meio de simulação de impressão de materiais, que teria drenado R$ 140 milhões dos cofres públicos.

O programa também trouxe imagens da prisão de Riva, ocorrida neste sábado, em sua residência, em Cuiabá. Ele é citado como “o maior ficha suja do país”.

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