VEREADORA PROF. MAZÉH SILVA É ATACADA NAS REDES SOCIAIS APÓS COMPARTILHAMENTO DE POST DE TEOR CRÍTICO À POLÍTICA

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[dropcap]A[/dropcap]pós compartilhar post nas redes sociais, eu, vereadora Profª. Mazéh Silva, sofri mais um ataque sistemático por parte de grupos organizados que se intitulam “cidadãos de bem”. O ocorrido aconteceu neste domingo, 20-06, na rede social pessoal; diversas pessoas atacaram com xingamentos de baixo calão e duvidando da minha capacidade cognitiva, além de insinuarem que não deveria ser professora.

 

O motivo dos ataques se deram após o compartilhamento de um post de uma charge, publicada pelo senhor Alfredo Leitão, no Facebook, que descreve o cenário político atual que o país vive; portanto é uma crítica à política. O texto, “Pra mim, falou que é cidadão de bem, fiel à Deus e de família tradicional… eu já sei que a pessoa não vale nada!”, é uma avaliação da hipocrisia do atual Governo Federal, frente as mais de 500.000 (quinhentas mil) vidas perdidas nessa pandemia; pois, o Governo Federal e seu grupo político ostentam em dizer que são pessoas de bem, quando bem sabemos que a mídia nacional periodicamente narra condutas que dizem o contrário; O fato de o presidente dizer “Deus acima de tudo”, passa o sentimento que o chefe do executivo nacional é temente à Deus, porém, para esta vereadora, sua fala (a do presidente) não condiz com suas ações de desrespeito à vida, ao tratar da crise pandêmica.

 

É de conhecimento geral que grupos políticos utilizam discursos religioso para ganhar apoiadores, impondo discurso de submissão à população que crê de forma absoluta que os líderes políticos possuem atributos que pregam. No espaço político onde atuamos, quando chega um político ou um eleitor da direita conservadora se apresentando como pessoa de bem e temente a Deus, faz alusão a hipocrisia que o presidente vive. A crítica, como se vê refere-se ao público negacionista, e não às pessoas de bem, tampouco aos fiés religiosos que buscam um refrigério do luto coletivo que vivemos.

 

É importante lembrarmos que “cidadão de bem” é uma terminologia que tem sido muito utilizada por apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro, que se pintam de defensores da família tradicional, da fé cristã, discurso esse que vem sendo nacionalmente satirizado devida a recorrente intimidade com a criminalidade de figuras mais próximas ao presidente.

 

Como é o caso de Jorge Riguette que fora defensor ferrenho de Bolsonaro nas eleições, com discurso de defesa da família tradicional, da fé cristã e dos cidadãos de bem, enquanto era um dos maiores distribuidores de pornografia infantil do mundo. Riguette foi condenado recentemente a mais de 12 anos de prisão. Ou até mesmo dos filhos do Presidente, que já foram diversas vezes apontados como corruptos, mas sempre recorrem ao foro privilegiado para não explicarem as quantias que entraram de forma suspeita em suas contas, como 89 mil reais na conta da primeira dama ou os 6 milhões em chocolates na conta de Flávio Bolsonaro.

 

É certo que o post que compartilhei referia-se à estes casos e muitos outros. No entanto, as milícias digitais, agiram de forma deliberada para me atacar, acusando-me de ser contra a família e a fé alheia. Mazéh é professora, temente a Deus, é casada e possui família como a maioria da população, está amargando o despropósito de centenas de cidadãos enraivecidos que ou não conseguiram interpretar o post ou agiram de má fé. Será tomada medidas legais para responsabilizar os atores dos ataques, e não intimidarei com aqueles afetos à regimes autoritários, “é preciso que se tome medidas necessárias nesses casos, haja vista que, não é somente aqui em Cáceres que as milícias digitais, incentivadas pela quadrilha que tomou conta deste país, tem atacado deliberadamente mulheres legisladoras, ou qualquer um que não defenda o governo que tristemente temos que chamar de presidente. É bom que saibam que não abro mão das prerrogativas de uma sociedade democrática que me garante a liberdade de expressão.

 

Fui atacada outras vezes por Fake News por conta de projetos apresentados na Câmara Municipal e aponta que “os ataques acontecem com intuito de cercear minha atuação parlamentar; todos os projetos que apresento sofrem críticas, mas é bom que lembrem que fui eleita democraticamente e que estou em defesa das minorias. As críticas são bem vindas, mas as ofensas pessoais extrapolam a liberdade de expressão, as quais receberão o devido tratamento.

 

Cáceres, 20 de junho de 2021

 

Professora Mazeh Silva Vereadora-PT Cáceres

 

 

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