SUDECO

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Ministério da Integração

Bancada federal do Estado

se divide entre Adriano e

Cléber para a Sudeco

Ex-reitor da Unemat é cotado para assumir cargo no Ministério da Integração
Ex-reitor da Unemat é cotado para assumir cargo no Ministério da Integração

Rdnews

O ex-reitor da Unemat, Adriano Silva (PP), está na “briga” pelo comando da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), vinculada ao Ministério da Integração Nacional, disputando a cadeira com Cléber Ávila (PROS), que atualmente está à frente da entidade. 

O progressista é indicação da bancada do PP na Câmara Federal, sob liderança de Eduardo da Fonte, de Pernambuco. O movimento seria encabeçado pelo deputado federal e presidente do partido em Mato Grosso, Ezequiel Fonseca, que foi recentemente escolhido líder da bancada mato-grossense no Congresso. Essa condição, inclusive, pode ser um fator favorável ao deputado no convencimento à presidente Dilma Rousseff (PT).

O nome de Adriano também está cotado para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), também vinculada ao Ministério, mas com mais atribuições e abrangência que a Sudeco. “Assim podemos ter dois mato-grossenses na Integração Nacional”, disse Adriano em referência à possível manutenção de Cléber. “Só quero poder ajudar a desenvolver Mato Grosso e diminuir as desigualdades regionais por meio de uma equiparação justa”, completa. A indicação contaria ainda com o aval do próprio ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e do vice-presidente da Câmara Federal, Waldir Maranhão, ambos progressistas. “Inclusive, Waldir foi reitor da Universidade Estadual do Maranhão enquanto estive à frente da Unemat”, lembra Adriano. 

O ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas (PT-RS), também já tomou conhecimento da indicação. Segundo Adriano, a intenção é ir ao encontro do petista na semana que vem, em Brasília (DF), para estreitar o relacionamento.

Adriano foi candidato a deputado estadual nas eleições 2014 e ficou com a 1ª suplência com 18.118 votos. Ezequiel estaria “correndo por fora” com essa indicação uma vez que um grupo formado por cinco parlamentares do Estado – os deputados federais Valtenir Pereira (PROS), Ságuas Moraes (PT) e Carlos Bezerra (PMDB) e os senadores Wellington Fagundes e Blairo Maggi, ambos do PR – estariam fazendo coro pela permanência de Cléber Ávila no cargo. Até os deputados federais pelo PT de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT e Valder Loubet, estariam apoiando Ávila. 

O nome do candidato derrotado ao Governo Lúdio Cabral (PT) foi ventilado pelo grupo, mas diante da desistência do petista não houve insistência. “Ele definiu que não queria e acabamos não insistindo. Melhor assim para não passarmos vergonha, fragilizando a indicação. Não podemos bobear e por isso vamos focar no Cleber”, disse Valtenir.

Ainda segundo o deputado pelo PROS, com a manutenção de Cléber, a Sudeco terá a oportunidade de cumprir com as obrigações legais uma vez que os últimos anos, sob o comando de Ávila, serviram apenas para “arrumar a casa” por meio da realização de concurso público para consolidação do quadro funcional e inauguração de sede própria. “Agora, a Sudeco está pronta para fazer a diferença no Centro-Oeste”.

Para ele, a esperança é que o governo Federal reconheça o empenho e a unidade do grupo na campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) no Estado. “Nós ajudamos a ganhar, enfrentando abertamente, de maneira clara e explícita, a onda anti-Dilma em Mato Grosso sem baixar a guarda”, afirmou. “Quem ajuda a ganhar, deve ajudar a governar, inclusive para mudar o pensamento do eleitor em relação à presidente”, acrescenta.

É válido lembrar que, durante o pleito de outubro, lideranças do PP em Mato Grosso seguiram em caminhos opostos na briga pelo Palácio do Planalto. Enquanto o empresário Eraí Maggi e o próprio Ezequiel trabalharam pela reeleição de Dilma, Carlos Fávaro, ainda candidato a vice-governador, expôs o apoio ao tucano Aécio Neves.

A previsão é que a decisão final do Palácio do Planalto ocorra até 10 de março, quando outros cargos de segundo escalão devem também ser anunciados.

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