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TALISMÃ AUTOCENTER: Prefeita de Cáceres enfrenta crise financeira após acumular dívida de R$ 1,4 milhão

TALISMÃ AUTOCENTER: Prefeita de Cáceres enfrenta crise financeira após acumular dívida de R$ 1,4 milhão
  • Publishedmarço 11, 2025

Requerimento de Flávio Negação pode cassar mandato da prefeita Eliene por falhas na administração pública

Vereador Flávio Negação exige respostas urgentes sobre atrasos no pagamento de empresa contratada pela Prefeitura – PrintVídeo/Adaptação: Celso Antunes

A gestão da prefeita Antônia Eliene Liberato Dias está no centro de uma grave crise financeira, com uma dívida de R$ 1,4 milhão que, até o momento, não foi quitada pela Prefeitura de Cáceres. A Talismã Autocenter, empresa contratada pela Secretaria Municipal de Educação, alega que presta serviços essenciais para o município, mas há meses não recebe os valores devidos. A situação chegou a um ponto crítico, levando o presidente da Câmara de Vereadores, Flávio Negação (MDB), a formalizar um requerimento urgente cobrando explicações sobre o atraso.

Requerimento de Flávio Negação pode cassar mandato da prefeita Eliene

Flávio Negação, no uso de suas prerrogativas como vereador e fiscalizador do Poder Executivo, protocolou um requerimento de fiscalização, que foi apresentado na última sessão da Câmara Municipal, dia 10. O documento exige esclarecimentos detalhados sobre os motivos que levaram ao atraso no pagamento de mais de R$ 1,4 milhão à Talismã Autocenter. Em sua justificativa, o vereador afirma que recebeu diversas reclamações da empresa, e mais ainda, de cidadãos que dependem dos serviços públicos que estão sendo prejudicados pela falta de pagamento.

Segundo a denúncia da empresa, o crédito vencido junto à Prefeitura data de meses atrás, mas o problema só se agravou com a mudança de fornecedor e a contratação de outras empresas, sem que a dívida fosse quitada. A alegação é que, além do calote financeiro, a Prefeitura estaria cometendo práticas que podem configurar descumprimento de leis, o que geraria não apenas um prejuízo para o empresário, mas também para a imagem da administração pública.

Flávio Negação, no texto do requerimento, destaca que a situação é “inaceitável”, principalmente quando a administração pública, que deveria zelar pelo cumprimento das obrigações financeiras, não honra seus compromissos com as empresas prestadoras de serviços. Ele questiona o risco de a gestão da prefeita Eliene ser considerada, legalmente, uma falência administrativa. O vereador ainda faz referência ao Decreto-Lei nº 201/1967, que trata da responsabilidade dos gestores públicos, sugerindo que o atraso no pagamento pode configurar crime de responsabilidade, podendo resultar até mesmo na cassação do mandato da prefeita.

Crise administrativa em Cáceres: Responsabilidade fiscal e risco de falência

O vereador Negação exige respostas urgentes sobre os motivos legais e administrativos que levaram ao atraso, além de cópias de relatórios, documentos e pareceres técnicos que embasam a decisão de não efetuar o pagamento à empresa. As implicações legais dessa situação podem ser graves, incluindo a possibilidade de o município sofrer ações judiciais, prejudicando não apenas a imagem da administração, mas também colocando em risco serviços essenciais à população, como o transporte escolar.

Além de cobrar respostas, o requerimento também faz referência à Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), que impõe ao gestor público o dever de equilibrar as contas públicas e evitar práticas irregulares. Negar os pagamentos devidos a empresas contratadas configura uma quebra dessa responsabilidade, colocando em risco a estabilidade financeira do município e, consequentemente, a execução de serviços essenciais. Se as dívidas continuarem a se acumular, pode-se argumentar que a Prefeitura de Cáceres está em risco de falência administrativa.

O impacto no empresário e na população

Para o vereador Flávio Negação, o empresário não pode ser deixado no prejuízo, uma vez que a situação afeta diretamente o funcionamento da Talismã Autocenter e coloca em risco o pagamento dos salários dos funcionários da empresa. A falta de pagamento pode gerar consequências trabalhistas, e até ações contra a Prefeitura de Cáceres, o que resultaria em mais um grande desgaste para a gestão municipal. “Apenas estou desempenhando a prerrogativa de legislador, que é fiscalizar, investigar. Fui eleito para trabalhar, assim, então, estamos apurando”, explicou Flávio Negação.

A crise, além disso, pode afetar diretamente a população de Cáceres, pois comprometer a prestação de serviços essenciais, como o transporte escolar, é prejudicial à comunidade. A falta de transparência e a postergação dos pagamentos podem gerar um mal-estar geral entre a população e descredibilizar ainda mais a imagem da administração pública municipal.

O requerimento de Flávio Negação é um alerta para a administração pública de Cáceres: “a gestão da prefeita Eliene Liberato Dias não pode continuar a negligenciar suas responsabilidades financeiras”. O vereador deixou claro que, se a situação não for resolvida rapidamente, ele tomará medidas mais rigorosas, que podem incluir a atuação do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.

Com a possibilidade de cassação do mandato da prefeita em vista, o requerimento coloca a gestão municipal sob pressão. A Câmara Municipal, liderada por Flávio Negação, se posiciona como a grande fiscalizadora da atuação do Executivo, e buscará garantir que os direitos dos cidadãos e das empresas sejam respeitados, além de assegurar que a administração pública cumpra com suas obrigações.

A crise é grande, e a sociedade de Cáceres aguarda respostas claras e ações rápidas para garantir a estabilidade financeira do município e a continuidade dos serviços públicos essenciais.

Jornal O Comunitário – Da Redação/Requerimento

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Written By
Celso Antunes

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