“TIRO NO PÉ?” PL patrola PP e CPI das Obras já começa sob suspeita
Partido Liberal assume presidência e relatoria da comissão em Cáceres, acirrando tensões políticas e comprometendo a confiança na investigação

A recém-instaurada Comissão Parlamentar de Investigação (CPI) das Obras, criada pela Câmara Municipal de Cáceres (MT) para apurar possíveis irregularidades nas obras públicas da cidade, já começa cercada por suspeitas. A razão é a forma como o Partido Liberal (PL) dominou a comissão, assumindo os dois principais postos: presidência e relatoria.
Numa estratégia vista como equivocada o PL (Partido Liberal) pode ter enterrado a Comissão Parlamentar de Investigação a chamada CPI das obras criada pelo Legislativo Cacerense para apurar supostas irregularidades nas obras públicas executadas em Cáceres.
Foram sorteados como membros titulares os vereadores Jerônimo Gonçalves e Elis Enfermeira, ambos do PL, além de Andrelina Magali, do Partido Progressista (PP). Após o sorteio, conforme “Fonte Fidedigna” os dois parlamentares liberais se autodeclararam presidente e relator da CPI, restando à vereadora do PP apenas a posição de membro.
A decisão gerou críticas imediatas, sendo interpretada por bastidores políticos como uma estratégia de controle absoluto sobre os rumos da investigação. Especialistas locais apontam que a manobra pode minar a credibilidade da comissão, que deveria funcionar como um instrumento técnico e isento de pressões partidárias.
Essa decisão pode transformar a CPI num palanque eleitoral acirrando a polarização politica desde a eleição de 2024, pois, o partido liberal com a candidatura do ex prefeito Francis Maris Cruz perdeu o último pleito para a prefeita Eliene Liberato Dias (PSB).
“A disputa entre os grupos políticos já vinha se acirrando desde as eleições de 2024, quando o ex-prefeito Francis Maris Cruz (PL) foi derrotado pela atual prefeita Eliene Liberato Dias (PSB). Agora, com a CPI dominada pelo PL, cresce o temor de que a comissão seja usada mais como palanque eleitoral do que como ferramenta legítima de fiscalização”, destacou.
Também fazem parte da CPI como suplentes os vereadores Domingos Oliveira dos Santos, Césare Pastorelo e Franco Valério, que por enquanto devem ter participação mais limitada nos trabalhos.
No fim das contas, parece que foi mesmo “um tiro no pé: ao patrolar o PP e tomar o controle da CPI das Obras, o PL acendeu o alerta sobre a real intenção da comissão — e comprometeu a confiança no processo”, enfatizou.
No mais, “instrumento importante de investigação do legislativo, devido conflito de interesses, pode comprometer a imparcialidade dos trabalhos que venham ser realizados pela Comissão por conta de uma abordagem agressiva e tendenciosa” – finalizou.
Jornal O Comunitário News – Da Redação
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